segunda-feira, 4 de junho de 2012

Sobre como nosso amor adoeceu.

  As vezes você é muito duro comigo, como se eu estivesse lhe fazendo alguma coisa ruim, outras vezes você é doce e carinhoso como quem quer pegar no colo e tomar conta.
 Eu não pretendo atingi-lo negativamente, não interprete minhas palavras como fagulhas. É verdade que eu não saiba a proporção de certas necessidades que você tem, mas não seja rude como se eu fosse uma inimiga, eu sou uma pessoa que te ama, que te quer por perto do jeito que você é.
  As vezes eu tenho a impressão de que quem tem se armado é você. Tenho a impressão de que você abre a guarda  e logo se arrepende e volta a se trancar dentro de si. Eu tenho um pouco de inveja disso! Tenho inveja de quem cabe dentro de si, de quem se guarda, de quem se policia. Eu não sei ser assim! Eu sou uma confusão tremenda, por não me caber.
  É estranho que seja assim, tudo tão dividido. Sei lá que defesas são essas que cultivamos ao longo da vida né? De achar que todas as pessoas são ruins e que todas estão aqui para zombar de nós, e aí dizemos : "Tá pensando que eu sou troxa?" Mas não, não é isso... não estou aqui pra isso, tenha certeza!
  Eu só não sou obediente como você gostaria que eu fosse, e as vezes falo mais do que deveria dizer, e você interpreta de outro jeito que não era para ser e fica assim, se contendo. Eu não sei me conter!
  Sabe que as vezes, aliás muitas vezes, me chamam de doida. Mas é pelo simples motivo de que eu não gosto de manter coisas que incomodam meu coração e nem de guardar o que o alegra. As vezes eu pareço incoerente, mas eu preciso libertar os meus sentimentos, é isso! Preciso deixar meus sentimentos soltos, livres, sejam eles bons ou ruins.
  Eu entendo, ou ao menos estou tentando entender que, o seu "auto controle" e "auto suficiência", é mesmo difícil conciliar com a minha dependência emocional, e a minha sensibilidade. De vez em quando, a sua ira me faz lembrar o quanto eu sou irada também, e o quanto eu debocho e sou atrevida. Mas não adianta ... tem certos momentos que é melhor dar o braço a torcer, do que perder. Eu não quero perder você para as bobagens da rotina, das palavras que você não compreendeu e guardou aí dentro do peito. Admitir que ficou zangado e que não gostou de algo não é ruim, é a primeira coisa a se fazer para um diálogo de acertos. Dizer que não foi nada e que está tudo bem, isso sim é ruim. Ignorar não ajuda, abre as margens daquilo que você mesmo batizou de "achismo", nos afasta mais do que aproxima, e acaba matando qualquer amor sufocado.


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