sábado, 3 de agosto de 2013

Sobre como minha vida está ruim...

  Sinto-me com um pedaço da alma amputada e o restante dela em frangalhos. O relógio marcando as horas, a rotina, tantas tentativas por dia tem me tomado tanto e me deixado tão cansada, meus sentimentos estão cada vez mais frios. Frios como a ponta de um  iceberg, e dependentes como a chama de uma fogueira depende de lenha para se manter viva. Descompassos incuráveis, intemperes constantes, meu museu de lembranças fracassadas a me torturar, e dos  sonhos mais doces que tive pouco consigo recordar, está tudo insipido. Minha face encontra-se desgastada, minha aparência depreciada, e meu intelecto defasado. Sinto muito medo! Medo por mim e pelos meus. Sinto a mão pesada das escolhas que fiz, e o que eu chamava de liberdade já não me pertence. A vontade de ser, o orgulho de dizer que venço qualquer batalha já não são atraentes, a impressão que tenho é de entrar na guerra vencida. Não sei onde recolher forças, nem onde recuperar minha vontade e desejo de ser mais. Estou decepcionada com a minha deprimente figura, e sei que por esse motivo algo tem que mudar.

sábado, 9 de março de 2013

Sobre fragmentos infantis ...

É... acho que tornei-me uma criança grande!
Sei lá ...
Tão triste ser uma criança que sorri de menos e se importa demais .
Repare que as avenidas não estão tão compridas,
São estreitas.
Os cômodos da casa são  menores,
o quintal diminuiu,
escassos os grãos de terra para brincadeira.
Bolinho de lama, torta na cara ... que diversão!!
A prima de chupeta , criança de corre corre ... espaço pequeno agora.
Sou grande e tudo encolheu!
Que causa é essa?
Nem sei dizer ... devo estar sofrendo de ADULTÍCE.