segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Sobre minha promessa.


 Scarlett O'hara, personagem do filme "E o vento levou ...", um clássico do cinema me inspira muito com essa cena memoravel e deslumbrante. Me faz saber que quando a necessidade chega, o ser humano tem o poder de tirar de seu âmago a força para superar todas as barreiras. Ela jurou nunca mais sentir fome, e de menina transforma-se em grande mulher, cresceu e amadureceu com as dificuldades que foram impostas pelo destino, fez o melhor que pôde pois é assim que deve ser.

 http://www.youtube.com/watch?v=x4F4m4M2fhU

"Deus é minha testemunha de que não pode me quebrar. Sobreviver, e quando tudo acabou, eu nunca vou passar fome, nem eu nem nenhum dos meus. Se eu tiver que mentir, roubar, mendigar ou matar, Deus é minha testemunha você nunca mais vai passar fome! "
(Scarlet Ohara)

 Eu Mel Oliveira, que protagonizo uma história onde eu mesma sou a roteirista, quero assim como Scarlett , me atrever a fazer um juramento solene, com toda minha vontade de mante-lo.
 

 "Desses tempos dificeis, de tantos momentos ruins que superei, tantos se aproximaram para sugar o pouco que tenho, para se aproveitar de minha generosidade, de minha fragilidade e de minhas boas intenções. Eu creio que cada qual tem aquilo que busca, me afinei erradamente e sofri todas as dores que foram necessárias. De todas as provas que tive, pude superar todas da melhor forma possível, sucumbi jamais! Pois então prometo, e o Universo é testemunha, de que  não permitirei que ninguém engane meu coração com falsos sentimentos.
Prometo que não serei mais uma tola, ludibriada !
Não fugirei as minhas provas, pois elas serão meus pesos e minha medida de como poderei ser sempre mais forte.
Amarei ao próximo como já está dentro de minha essência a caridade, mas não terei condolências com aquele que não deseja ajuda.
O Universo é minha testemunha, NUNCA MAIS MEU CORAÇÃO SERÁ UM BRINQUEDO!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Sobre como vai ser .

Sobre máscaras.

  Definitivamente eu só sei existir na solidão, o restante do tempo é só um esboço de alguém que eu levo a tira colo para conseguir enfrentar a loucura que é isso aqui.
Tanto faz para onde ou para quê, é inegável que eu precise me trocar de mim várias vezes ao dia. Horas preciso ser branda, outras energética, mas eu só sei que estou comigo quando estou na solidão, ás vezes ela até rasga minha alma com veemência e outras indiferente como se não estivesse aqui, até gosto.
Dissera-me que usávamos máscaras o tempo todo, conforme nossa necessidade e mais ainda, em razão de nossos interesses pessoais. Na ocasião pensei  em como o ser humano é desprezível, porém hoje me dei conta que também me comporto da mesma exata maneira.
Acho que por isso tenho fugido para dentro da minha solidão, ao menos aqui poderei ser inteira.

Sobre como o começo do fim é difícil.

  Essa cidade é uma armadilha de amores superficiais, quanto mais se foge, mas se cai dentro delas, mais perigos surgem, incompreensíveis e desesperadores. É selva infestada de ilusões, belezas fúteis e enganadoras.
  Perdi as contas de quantas emboscadas fui capaz de despistar, e quantas fui incapaz de nem ao menos perceber. As feridas depois acabam por ficarem sanadas, porém as cicatrizes permanecem intactas, mantidas para lembrar de todas as quedas que foi possível sobreviver.
  Só pensei nisso agora, olhando daqui de cima, pela janela do apartamento, na solidão dessa madrugada gélida. Só há silêncio dentro de mim, completamente oca, sempre tive medo disso.
  Lá fora a cidade nunca dorme, observei que quase todas as luzes, boa parte permanecem acessas. De repente peguei-me indagando em que lugar dela você poderia estar, nesse mesmo instante repreendi meu pensamento. Que besta!
  Mas ás vezes meu coração aperta, e eu gosto de pensar que o seu apertou também, reclamando a distância que está do meu, como se fossem conectados. É uma excelente maneira de manter a tortura na qual condicionei-me, igual a muitas que julguei e que hoje ironicamente encontro-me, sem saber se é bom ou ruim, confusa, deprimente e viciante.
  Lá fora a cidade sempre convidativa, cheguei e já quero voltar, mas por hoje já está a contento, horário estourado e já estou suficientemente alta, ao menos hoje dormirei feito uma rocha, o álcool é um excelente sonífero.
  Vou pensar em você mesmo assim, mesmo sabendo que não devo, mesmo sabendo que de nada me vale. Ideal seria que pudesse me desligar de uma vez, mais ainda não achei o botão off, e esse tem sido um problema. Achei graça disso, ri o riso tímido de quem só achou graça por não ter outra escolha, depois calei meu riso com um trago do último cigarro do maço, fiquei séria nessa ação só para confirmar que não havia mesmo graça nenhuma.