segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sobre a carta para ela e a resposta para ele...

Ele:
   Nunca alguém foi tão especial na minha vida como você. Nunca tive alguém que cuidasse de mim com tanto carinho como você. Infelizmente eu sou um idiota em não reparar o quanto você é especial em minha vida, eu não sei se é possível voltar atrás, pois nada muda o que já passou. Mas podemos fazer um novo começo. Me desculpe se lhe magoei, pois eu sou um idiota perdido...deveria valorizar nossa família e não o faço. Agora compreendo os evangélicos e cristãos embora a crença seja apenas um detalhe, eles fazem o mais importante , protegem a família e isso é bonito no homem. Todos nós sabemos que o desejo é a falta, portanto  quando temos algo demais em nossas vidas não valorizamos o mesmo pois está sempre presente.
  Se ainda for possível queria lhe pedir desculpas e lhe dizer que te amo do coração, e que você é e tem sido o meu equilíbrio. Nunca vá embora dessa casa, ela será sempre sua.

             Beijos, Allan.

Ela responde:

  Allan,

   Me alegro em saber que ao menos você reconhece a minha dedicação por você, porém o trato com todo carinho por acreditar que devemos cativar a quem amamos.
   Nunca será mesmo possível voltar atrás, o que passou realmente passou. No entanto desculpo todas as palavras duras que você me disse, mas antes também devo agradecê-lo, á partir de tudo o que nós vivemos até hoje, fiz muitas descobertas  e aprendi muito sobre a vida.
   De todas as vezes que cometi erros no nossos relacionamento, foram atitudes desesperadas de uma menina que quer atenção, de uma mulher que deseja ser amada.
   Você deveria mesmo levar em consideração o conceito do que é ter uma família independente de crenças, quem sabe o dia que você estiver preparado para ter uma, você possa aplicar esse conceito a sua vida.
   Você agora poderá conhecer uma moça que seja mais compatível com o seu perfil, que seja bonita, alegre, estudiosa, inteligente, elegante...e quem sabe será essa a sua oportunidade de fazer uma mulher feliz.
   Sinceramente eu não creio que você me ame de coração, até agora eu acho que nenhuma palavra e nenhuma vírgula foram escritas com verdade, você queria apenas meus cuidados, pois seus excessos e extravagâncias estavam pedindo medidas urgentes e foi só. Não sou e nem nunca fui equilíbrio de ninguém, nem o meu próprio.
   Eu nunca quis que essa fosse a minha casa, sempre quis que fosse o nosso lar. Jamais me esquecerei da mentira que vivemos juntos, você mesmo quem disse que só restou a rotina e a novidade já é passado. Não pense que estou dizendo isso com rancor, estou dizendo pois foi justamente o que me colocou os pés no chão. Não há nada que possamos recomeçar...
   Agradeço por tudo que tem feito, e por me deixar ficar até que eu possa reconstruir a minha vida. Eu te amei demais e quase esqueci quem era eu. Não quero mais estar nesta ilusão, vou ser a Mel que eu sempre fui e que deixei de lado não sei por qual razão. Serei uma vencedora, irei batalhar muito para ter tudo o que sei que mereço, e assim poderei dar a minha filha também tudo o que ela merece. Só que graças a experiência, desta vez, me vejo precisando apenas da minha força, não conto mais com o apoio de ninguém, cada um deve procurar o seu caminho não é mesmo?
   Eu não te quero nenhum mal e creio que você também não queira o meu, e é por isso que te peço, deixe meu coração em paz. Ele já se conformou com o fato de não sermos um para o outro e precisa de liberdade para me ajudar a crescer.

  Um abraço, assim como foi da sua vontade, da amiga Mel Oliveira.

                 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sobre o fato...

Eu e você,
terminantemente proibidos um para o outro.
Afastados pelas nossas essências divergentes,
não fomos melhores amigos...
Olhando sempre em direções opostas.
Nossos caminhos contrários,
somos imenso  mar,
cada qual em sua margem.
O silêncio é apenas o que deve  preencher esse momento.
Nossos lugares são  diferentes,
nossos sorissos não se encontram no mesmo motivo.
Nunca precisamos um do outro.
Estivemos de costas para o pouco,
presenças indiferentes sem sentido.
Memórias isoladas.
Cada qual buscando o melhor sem dividir,
usando cada um seus recursos
e competindo.
Era para sermos dois em um.
Não amarramos nossos laços,
fomos apenas cada um por si,
estávamos ocupados em outros braços.
Decidimos  algo juntos enfim.
Descobrimos depois de toda ferida,
que não somos  um do outro,
e que é chegada hora e o fim.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sobre minha infância !

  Minha infância tem cheiro de fruta fresca.
  Abacate, manga,tangerina, lararanja, jambo, pitanga, abil ....
  Lá o meu mundo era encantado,
  feito de brincadeiras e bolinhos de lama.
  Todos os dias eram cheios de gargalhadas e novas descobertas,
  meus amigos eram mesmo meus amigos,
  para brincar de pique e fazer traquinagens.
  Ah, minha infância !
  Lá onde tudo era de verdade,
  onde o verão era perfeito,
  onde o sol e a água fresca eram a melhor combinação.
  Onde o fim de tarde era cansaço de alegria com o ventinho do ventilador no rosto.
  Lá onde tudo era singelo e descomplicado,
  onde o inverno era bem vindo,
  onde as invenções não tinham limites.
  Onde a casa virava o palco de show de calouros com nota e tudo,
  onde o melhor cheirinho era o da canjica que vinha da cozinha.
  Minha infância maravilhosa!
  Amarelinha, elástico, carniça, adedonha, bonecas...
  algumas chineladas e castigos,
  mas era lá que a felicidade morava.
  Eu agradeço por ter podido ser criança de verdade,
  por ter podido sonhar,
  e experimentar como ser criança é ser feliz !